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Em Israel, comitiva da Fieg conhece soluções em áreas estratégicas para a indústria



Dando continuidade à programação da missão prospectiva a Israel, iniciada na semana passada (3/09), a delegação goiana, liderada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, realizou visitas técnicas a plantas industriais e centros de pesquisas que trabalham soluções inovadoras em áreas estratégicas, como energia, água, agro e iluminação pública. A agenda de visitas conta com participação de 45 empresários e representantes de sindicatos patronais da indústria e é promovida em parceria com o Sebrae Goiás.

Na quarta-feira (07/09), a delegação conheceu as instalações da Veridis, de soluções ambientais no setor de água. A empresa é considerada a força por trás da construção e operação da Usina de Dessalinização Ashkelon, uma das maiores e mais avançadas usinas do setor no mundo. Atualmente, 80% da água consumida em Israel é dessalinizada.

"Em meio à finitude de recursos naturais, a Veridis se esforça para explorar todas as oportunidades de construir instalações avançadas que permitam a reutilização de materiais. Estamos em uma grande usina, que produz 120 milhões de metros cúbicos de água por ano. Um processo muito interessante", avaliou Sandro Mabel.

A planta foi inaugurada em 2005 e consome em torno de 50 megawatts de energia. De acordo com o vice-presidente da Fieg André Rocha, que integra a comitiva, "a energia total gasta pela usina é de cerca de 82MW, sendo que, desses, 32MW são produzidos pela própria pressão da água que advém do processo de dessalinização."

Na avaliação do presidente do Conselho Temático da Micro, Pequena e Média Empresa (Compem-GO), Jaime Canedo, "é uma experiência nova e, apesar de já conhecermos o processo de dessalinização no Brasil, o que vimos aqui é um processo de inovação. Em Israel, se há um problema, eles têm a mente brilhante para poder inovar e encontrar a solução."

O grupo de empresários visitou também o Centro de Pesquisa Agro do Deserto de Ramat Negev. Criado há cerca de 50 anos como parte do projeto de implantação de P&Ds regionais, o local incentiva o desenvolvimento da agricultura nas áreas periféricas, aproveitando recursos naturais locais.

"A agricultura do Brasil é abençoada, mas tem muita coisa que pode ser feita, inclusive com perspectivas para melhorar o abastecimento de água no Nordeste”, explicou o presidente Sandro Mabel, ao falar sobre plantação em área desertificada irrigada com água salobra.

O vice-presidente da Fieg e presidente do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CMAS), Flávio Rassi, acompanhou a visita técnica ao centro de pesquisa e destacou a capacidade israelense em criar soluções tecnológicas para driblar a falta de recursos naturais. "A visita mostrou o quanto o nosso País é privilegiado pelos recursos naturais e o quanto podemos explorar esse diferencial de forma positiva para ganhar a liderança no mundo. É muito importante entendermos a importância disso para nossa agroindústria e de como devemos fazer o nosso dever de casa ao usar nossos recursos naturais com responsabilidade em prol do nosso povo", sustentou Rassi.

A comitiva da Fieg e Sebrae Goiás visitou ainda o Centro de Pesquisas Nucleares de Negev, instalação nuclear israelense localizada no Deserto de Negev. O local abriga a estação de energia Ashalim Power Station, maior geradora de energia solar do mundo, que opera com três tecnologias diferentes, combinando energia solar térmica, energia fotovoltaica e gás natural.

"O complexo tem três tipos de energia que, juntas, correspondem, aproximadamente, à parte da produção da Usina de Cachoeira Dourada, no Brasil. É muito impressionante”, afirmou o presidente Sandro Mabel.

O presidente do Sindicato das Indústrias Extrativas do Estado de Goiás e do Distrito Federal (Sieeg-DF), Luiz Antônio Vessani, explicou que pessoas do mundo inteiro vão sistematicamente às instalações para aprender essa tecnologia de aproveitamento dos recursos locais. "A matéria-prima deles é a dificuldade, o deserto e o sol; a partir disso estão gerando soluções, dinheiro e empregos", afirmou.

Na quinta-feira (08/09), a programação da missão prospectiva incluiu visitas técnicas ao Grupo Sosa, ao Instituto Weizmann de Ciências e à Juganu, empresa israelense de iluminação, conectividade e inovação de alta tecnologia.

Com atuação no mercado global com desenvolvimento de pesquisas e soluções tecnológicas, a Sosa trabalha com equipes de inovação e unidades de negócios em corporações como LG, HP, Schneider Electric, RBC e Swiss Re e governos como Austrália, Brasil, Canadá e Taiwan. Com exploração e validação de startups e tecnologias, a empresa leva aos clientes as soluções que precisam para resolver problemas agudos, identificar oportunidades ou construir novos produtos.

"É uma empresa especializada em resolver problemas específicos das empresas e desenvolver produtos, a partir de um estudo global dos negócios que podem trazer as soluções demandadas. Um investimento interessante para médias e grandes empresas", analisou o presidente da Fieg Sandro Mabel.

O presidente do Conselho Temático de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CDTI), Heribaldo Egídio, que acompanhou a visita técnica, destacou a importância da gestão de projetos para inovação nos pequenos negócios, sobretudo para assegurar competitividade em um mercado globalizado. "A questão de processos é fundamental para que a empresa rompa a barreira da inovação. Precisamos apoiar a gestão de projetos nos pequenos negócios, alavancando-os e integrando as diversas áreas para tornar a empresa mais competitiva", afirmou.


A comitiva da Fieg esteve também no Instituto Weizmann de Ciências, uma das principais instituições de pesquisa básica multidisciplinar do mundo em ciências naturais e exatas; e na sede da empresa Juganu, líder em soluções de iluminação pública para concessionárias vencedoras de parcerias público-privada no Brasil, onde se instalou em 2016 para atender a uma grande demanda por tecnologias avançadas no setor.

A empresa possibilita a transformação digital em espaços públicos, ao alavancar a densidade da infraestrutura de iluminação, por meio de plataforma sem fio e com múltiplos aplicativos, tornando ambientes internos e externos mais conectados, produtivos e seguros, com redução de custo e tempo.

"A tecnologia de luminárias JLED, da empresa, proporciona uma economia de energia de até 85%. É a tecnologia mais econômica do mercado", afirmou o presidente da Fieg.


A programação da missão prospectiva da Fieg a Israel segue até 13 de setembro. A comitiva conta com participação dos vice-presidentes da Fieg André Rocha, Flávio Rassi e Emílio Bittar; dos presidentes de sindicatos das indústrias Antônio Santos (Siaeg), Jair Alcântara (Sindquímica), José Divino Arruda (Sinvest), José Martins Abuli (Sindigesso), Luiz Antônio Vessani (Sieeg-DF), Marcos André Siqueira (Sindipão), Marcos Antônio do Carmo (Sigego), Marcos Brandão (Sindibrita) e Nilo Gomes (Sincal); dos presidentes de conselhos temáticos Eduardo Zuppani (Conat), Heribaldo Egídio (CDTI) e Jaime Canedo (Compem); do ex-presidente da Fieg e conselheiro do Sebrae Goiás Pedro Alves; e dos representantes do Sebrae Ubiratan Lopes, Marcelo Lessa e João Carlos Gouveia.

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