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Palestra antecipa tendências para a indústria

Igor Montenegro falou sobre as transformações em curso, desafios para a indústria e como fazer para aproveitar as oportunidades que surgirem.


Evento reuniu empresários e profissionais do setor gráfico


O Sindicato da Indústria Gráfica do Estado de Goiás (SIGEGO) reuniu empresários e profissionais do setor gráfico para discutir as transformações, tendências e oportunidades para o setor. O encontro, realizado na Casa da Indústria, teve como ponto alto a palestra Tendências e oportunidades: Como prosperar no mundo em transformação! ministrada pelo MSc. Igor Montenegro, CEO da Qualitatis Ltda.


Ao falar sobre tendências, Montenegro lembrou que há duas grandes revoluções em andamento, que direcionam mudanças no mundo atualmente: a revolução digital e a revolução da biotecnologia. O dado é do estudo What’s Next 2030. “A revolução digital está moldando um mundo de possibilidades, onde a conectividade, a inteligência artificial e o poder dos dados trazem tanto progresso quanto desafios. Já a revolução da biotecnologia a ciência encontra a vida, impulsiona a inovação por meio do poder dos organismos vivos, abrindo caminho para avanços revolucionários em genômica, terapias farmacêuticas e diagnóstico preciso”, diz.

Igor Montenegro destaca que é preciso antecipar tendências para se preparar para as transformações que estão em curso e as que virão. Conforme assinala, “existem seis forças motrizes de transformações que já estão impactando a sociedade e os negócios e que continuarão a impactar nas próximas décadas, de acordo com os dados levantados pelo estudo What’s Next 2030”. São elas: tecnologia junto com a conectividade, ambiente e o clima, política e a economia, social e humano, saúde e o bem-estar, educação, negócios e empresas.

Diante do cenário apresentado, Igor Montenegro afirma que as empresas e os negócios precisam estar preparados para se adaptar a três megatendências: 1. A transformação permanente do ambiente empresarial e os novos modelos de negócios; 2. A mentalidade empresarial de Startups; e 3. Novos modelos de atuação empresarial.


Setor gráfico

De acordo com o CEO da Qualitatis Ltda., todos os setores da indústria já estão sendo impactados por essas tendências, o que deve crescer nos próximos anos. Especialmente a indústria gráfica, ele destaca que o setor, que possui uma grande capacidade de evolução e adaptação, continuará tendo seu lugar na vida das pessoas. “As pessoas continuarão consumindo os serviços da indústria gráfica, tais como serviços para marketing, serviços para relacionamento, serviços para logística, dentre outros. O que deve mudar bastante nos anos vindouros é a forma de produção e de entrega dos serviços da indústria gráfica, com um peso cada vez maior nos serviços digitalizados”, assinala. Ele lembra que a indústria gráfica tem empresários experientes, equipe de profissionais competentes e profundo conhecimento de negócios e que isso lhe dará condições para abraçar as mudanças e moldar o futuro. Mas será preciso ter disposição para criar novos modelos de negócios, novos produtos e novos serviços aderentes às novas necessidades e hábitos do mercado consumidor”. (Confira entrevista completa com Igor Montenegro na sequência).


Marcos Antonio do Carmo, presidente do SIGEGO


Indústria gráfica

Segundo o presidente do SIGEGO, Marcos Antonio do Carmo, a indústria gráfica é fundamental para a economia, mas passa por um momento de dificuldades. Para superar este cenário, ele frisa que é necessário que os empresários do setor entendam a dinâmica do mercado e, principalmente, a evolução. “Devemos nos atentar e tentar ao máximo nos antecipar e seguir as novas tendências, nos adequando às novas exigências que o mercado nos impõe, seja com novas tecnologias, novas práticas de gestão, novos processos ou se ajustando a nova realidade socioambiental mundial. Uma coisa é certa, só permanecerá quem se reinventar por completo”, diz.

Para ele, o maior desafio para o setor está na gestão, considerando que o mercado está muito acelerado e exige respostas rápidas, “seja na criação de novos produtos ou adequação para processos mais eficientes principalmente com menor demanda de mão de obra”. As evoluções tecnológicas, segundo ele, sempre foi uma aliada da indústria gráfica, mas é preciso estar atento para não perder o tempo certo do negócio ou investir em hora errada. Identificar oportunidades para o setor, inclusive, é um dos grandes desafios a serem enfrentados.

Marcos Antonio lembra que o ramo gráfico é dividido em setores de atuação e cada um destes tem realidades diferentes. “Para uns o mercado está mais favorável como o setor de embalagens por exemplo, que tem crescido muito, mas, para outros nem tanto, como os que lidam com periódicos ou editoriais. Sendo assim, cabe a cada empresa buscar, dentro da sua expertise dar up nos seus produtos agregando mais valor ou em alguns casos um novo caminho a seguir. De qualquer forma sempre haverá uma saída para os antenados, copos ecológicos de papel, impressos com personalização, embalagens inteligentes, diferencial de acabamentos, eficiência de atendimento e ser ousado e abusar da criatividade”.


Evento

O presidente do SIGEGO destaca a importância deste tipo de evento para o setor. Segundo ele, o associativismo sempre foi importante, mas nesse momento é fundamental para o desenvolvimento e crescimento dos empresários envolvidos na atividade. Por isso se torna essencial a realização de eventos como este, que buscam levar informação para os empresários. “O sindicato, com as suas ações voltadas para as questões mais relevantes como os problemas de gestão, visitas as feiras de equipamentos e fornecedores de insumos e orientação sobre as tecnologias predominantes, faz a diferença para as tomadas de decisões”, ressalta.

Segundo avalia, o evento foi um sucesso, aprovado por todos os participantes e a palestra ministrada por Igor Montenegro extremamente oportuna e proveitosa, levando os empresários presentes a saírem da zona de conforto e a refletir sobre o futuro de suas empresas.


Leopoldo Moreira Neto, presidente da Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia (ACIAG)


Presidente da Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia (ACIAG), Leopoldo Moreira Neto fez uma avaliação altamente positiva do evento, realizado no dia 31 de agosto. “O evento foi muito importante, tratou de assuntos relevantes como inovação, tecnologia, transformação e é isso que precisamos. Eventos como esse tem que ser realizados mais vezes. O Igor falou com muita propriedade, tudo que precisávamos ouvir”, destaca.


MSc. Igor Montenegro, CEO da Qualitatis Ltda.


ENTREVISTA - IGOR MONTENEGRO


O atual cenário impõe desafios ao setor industrial que precisam ser superados e que exigem atenção dos empresários para não ficarem para trás. Criar condições para a ambidestria corporativa, promover uma cultura ágil e estratégia adaptável são alguns deles. Em entrevista ao SIGEGO, Igor Montenegro fala oportunidades, desafios e tendências do setor industrial. Confira a seguir.


1 - Como o próprio título da palestra diz, estamos em um mundo em transformação. O que esperar de mudanças nos próximos anos?

Um extenso estudo, chamado What’s Next 2030, produzido pelo Prof. Luiz Rasquilha, aponta duas grandes revoluções em andamento que direcionam as mudanças no mundo atualmente: a revolução digital e a revolução da biotecnologia. A revolução digital está moldando um mundo de possibilidades, onde a conectividade, a inteligência artificial e o poder dos dados trazem tanto progresso quanto desafios. Já a revolução da biotecnologia a ciência encontra a vida, impulsiona a inovação por meio do poder dos organismos vivos, abrindo caminho para avanços revolucionários em genômica, terapias farmacêuticas e diagnóstico preciso. Uma terceira grande transformação em andamento é a mudança climática, que aumenta o acontecimento de eventos climáticos extremos, ampliando os riscos para as pessoas e as empresas, impactando no acesso aos recursos naturais para matérias-primas e mudando os hábitos e estilo de vida que conhecemos.


Existem seis forças motrizes de transformações que já estão impactando a sociedade e os negócios e que continuarão a impactar nas próximas décadas, de acordo com os dados levantados pelo estudo What’s Next 2030. A primeira força motriz é a tecnologia junto com a conectividade: a revolução imparável da tecnologia conecta e capacita, trazendo benefícios inestimáveis para o cotidiano. Porém, encontrar o equilíbrio entre progresso e precaução é essencial para evitar desafios sociais, políticos e econômicos. A tecnologia é a força motriz que molda o presente e define o futuro dos negócios e do comportamento humano. A segunda força motriz é o ambiente e o clima: as mudanças climáticas são um chamado urgente à ação, pois elas transformam ecossistemas, ameaçam recursos naturais e colocam em risco vidas humanas. A prevenção é a chave para evitar catástrofes e conflitos, enquanto a busca por energias alternativas e soluções sustentáveis redefine as indústrias tradicionais. O futuro depende de nossa capacidade de enfrentar esse desafio global. A terceira força motriz está relacionada com a política e a economia: A pandemia reverberou em todos os aspectos da vida, desencadeando transformações políticas, econômicas e sociais. A interrupção global do comércio e da cadeia de suprimentos exigiu respostas governamentais para combater o desemprego e a queda na renda. Enquanto a urbanização impulsiona a recuperação econômica, o clamor por mudanças nos sistemas políticos e econômicos ganha força. A promoção de negócios, investimentos e educação nos países em desenvolvimento oferece perspectivas de sucesso, mas a erosão da classe média, a desigualdade de riqueza e o risco de agitação social nos países desenvolvidos são desafios que precisam ser enfrentados. A quarta força motriz é o social e humano: A pandemia e a conscientização social fortaleceram o humanismo e a solidariedade. Um legado desse período será uma maior preocupação com o próximo, destacando a importância de sermos humanos. Cada um de nós tem um papel e uma responsabilidade crescente na busca por um mundo melhor. A quinta força motriz é a saúde e o bem-estar: A solidariedade e a humanidade ganharam destaque como resposta à tragédia global do coronavírus. Além disso, a consciência da importância de uma vida saudável aumentou, levando as pessoas a adotarem práticas como alimentação saudável, exercícios físicos e envelhecimento com qualidade, impactando até mesmo a visão sobre carreira e trabalho. A sexta força motriz está relacionada com a educação, negócios e empresas: A gestão empresarial tem sido influenciada pelos princípios da 4ª Revolução Industrial, porém, a falta de questionamento desses princípios e a resistência à mudança têm levado ao declínio das empresas. A educação desempenha um papel importante no desenvolvimento da sociedade e, em um mundo em transformação acelerada, a educação contínua é essencial. A pandemia tem acelerado a transformação dos modelos de gestão e dos negócios.


3 - Qual o perfil de uma empresa preparada para este novo cenário?

Neste cenário as empresas e os negócios precisam estar preparados para se adaptar a três megatendências: 1. A transformação permanente do ambiente empresarial e os novos modelos de negócios: A única constante é a mudança. O mundo empreendedor, o ambiente digital e a transformação do comportamento do consumidor estão redefinindo as regras da gestão e abrindo caminho para novos negócios que moldarão o futuro. 2. A mentalidade empresarial de Startups: A vantagem das Startups está na capacidade de adaptação rápida, na agilidade, colaboração e disposição para falhar rápido e obter vantagem competitiva. 3. Novos modelos de atuação empresarial: Um novo mundo requer uma nova abordagem, revisando comportamentos individuais e profissionais, questionando verdades absolutas e abrindo espaço para novas realidades moldarem o futuro.


4 - Que impacto podemos esperar no setor gráfico?

Todos os setores já estão sendo impactados pelas transformações e estes impactos serão duradouros, crescendo ainda mais o ritmo das mudanças nos próximos anos. Mas é importante lembrar que os primeiros registros conhecidos de reproduções pictóricas e gráficas remontam a mais 700 anos antes de Cristo. A história da gráfica é uma saga de evolução, adaptação e superação. Ao longo de mais de dois mil e setecentos anos, a gráfica contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da humanidade, pois, sempre foi precursora de mudanças e muitas vezes ela foi a impulsionadora de grandes transformações sociais e econômicas. As pessoas continuarão consumindo os serviços gráficos, tais como aqueles relacionados à educação e transmissão do conhecimento, bem como serviços para marketing, relacionamento, logística, dentre muitos outros. O que deve mudar bastante nos anos vindouros é a forma de produção e de entrega dos serviços gráficos, com um peso cada vez maior nos serviços digitalizados. A indústria gráfica tem empresários experientes, equipe de profissionais competentes e profundo conhecimento de negócios, isso lhe dará condições para abraçar as mudanças e moldar o futuro. Mas será preciso ter muita coragem e disposição para fazer a disrupção dos modelos de negócios obsoletos. Será preciso criar novos modelos de negócios, novos produtos e novos serviços aderentes às novas necessidades e hábitos do mercado consumidor. Mas sempre foi assim que a gráfica evoluiu, a diferença agora será a intensidade da velocidade das mudanças.



5 - Quais são os principais desafios que os empresários enfrentam atualmente na indústria gráfica e na indústria em geral?

Muitos desafios estão postos, mas podemos dizer que existem cinco desafios extremamente relevantes que merecem uma atenção especial dos empresários. O primeiro desafio é criar as condições para a ambidestria corporativa: A evolução tecnológica, a mudança do comportamento do consumidor, a turbulência política e a incerteza econômica reafirmaram aos gestores a importância da adaptabilidade (a capacidade de se mover rapidamente em direção a novas oportunidades e se ajustar a mercados voláteis e evitar complacências), sem prejudicar o negócio atual. Para uma empresa ter sucesso a longo prazo, ela precisa dominar a adaptabilidade e o alinhamento – um atributo que às vezes é conhecido como ambidestria.

O segundo desafio é promover uma cultura ágil e a estratégia adaptável: A cultura ágil vem ajudando muitas equipes a encarar a imprevisibilidades através de entregas incrementais e ciclos iterativos, sendo uma alternativa aos métodos tradicionais. A capacidade de entender e manter uma análise permanente sobre o ecossistema e suas transformações e definir de forma proativa as melhores ações, que permitam construir uma diferenciação face aos outros players, que gere vantagem competitiva pelo maior período de tempo possível, reflete uma abordagem estratégica mais flexível que transformará o planejamento e a gestão tradicionais.

O terceiro desafio é estimular a educação híbrida e continuada da equipe e das lideranças: Com a velocidade a que o conhecimento humano dobra é fácil perceber o quanto nos desatualizamos em tão pouco tempo. A educação formal que antigamente se garantia com uma graduação e um MBA já não é mais fator de diferenciação. Estar antenado e preparado para o futuro obrigada a uma educação continuada que consiga manter uma base permanente de conhecimento sobre o que está acontecendo no mundo, no mercado e na empresa.

O quarto desafio é garantir que a empresa promova a inovação impulsionada por tendências: Provado ano após ano que as iniciativas de sucesso são aquelas que olham para fora, identificam cenários e tendências e com esse conhecimento se viram para dentro para desenvolver iniciativas alinhadas com o que os mercados estão solicitando. Mais que uma metodologia é uma mentalidade: inovar suportado pela lente das tendências.

E o quinto desafio está na centricidade nos clientes, no poder das marcas e na reputação: Conhecer o cliente, mapear sua jornada e entender suas necessidades é crucial para a gestão de portfólios e estratégias de comunicação. O branding, por meio de ações alinhadas ao propósito e valores da empresa, fortalece a relação e reputação com os clientes, e a capacidade de contar histórias verdadeiras e emocionalmente conectadas se torna essencial para a diferenciação das marcas.


6 - Como a tecnologia tem afetado a forma como os negócios são conduzidos nesse setor e na indústria em geral?

A tecnologia tem importância fundamental para o sucesso dos negócios atualmente e essa importância só aumentará nos próximos anos. Existem cinco tendências de tecnologia nos negócios que precisam ser dominadas pela indústria gráfica e pelas demais indústrias em geral. A primeira é a transformação digital: Uma nova abordagem onde as TIC desempenham um papel chave na transformação da estratégia, estrutura, cultura e processos de uma empresa, utilizando o alcance e o poder da conectividade, da internet e da tecnologia. Por meio de novos investimentos em tecnologias e modelos de negócio, espera-se melhorar o envolvimento dos clientes em todos os pontos de contato no ciclo de vida de sua experiência.

A segunda são os negócios data driven, ou seja, direcionados por dados: Ter bases construídas em anos de resultados consistentes é ótimo, mas, hoje, é fundamental entender que a experiência anterior das empresas não garante sucesso no mercado digital. A hora é a de olhar para o futuro, e não há forma de fazer isso se a companhia não tiver informação qualificada. Falamos de dados e da habilidade de trabalhá-los. É necessário ter uma cultura guiada por dados, uma cultura data driven, na qual as informações certas são captadas constantemente, servindo como base para as tomadas de decisão.

A terceira são as tecnologias exponenciais: A tecnologia é um meio a serviço da melhoria transversal das empresas, dos negócios, da sociedade e da vida, para que todos possam ganhar com isso. A evolução da tecnologia, cada vez mais acessível tem transformado mercados, empresas e pessoas. A velocidade de produção e difusão de informação tem impactado e continuará a impactar a forma como as empresas desenvolvem os seus negócios e se relacionam com os seus públicos. Neste sentido, existe a oportunidade de aplicar o conhecimento atualmente disponível para a criação, facilitação e implementação destas tecnologias, com conteúdo relevante para clientes e para a sociedade.

A quarta está relacionada com o trabalho híbrido: Um modelo de trabalho que vai cada vez mais possibilitar que a jornada seja cumprida na empresa, presencialmente e, também, à distância, em sua casa ou local que entender ser melhor para desempenhar suas funções dando resposta ao desejo de maior flexibilidade e liberdade de trabalho, em linha com a nova revolução industrial.

E a quinta são os negócios de plataforma e ecossistema: A tendência de dependência em plataformas e ecossistemas levará as empresas a adotarem uma abordagem mais colaborativa, onde a integração e conexão entre todos os participantes da cadeia de valor se tornará essencial. A construção de ecossistemas integrados, a adoção de sistemas adaptáveis aos clientes e a integração de funções resultarão em plataformas que incorporam pessoas e tecnologias, automatizando processos e promovendo uma abordagem de "nós" em vez de "eu".


7 - Onde os empresários podem encontrar oportunidades de crescimento no setor gráfico? E como identificar e aproveitar essas oportunidades?

Os clientes e consumidores estão mudando tanto o seu padrão de consumo quanto a forma com que escolhem as empresas com as quais vão se relacionar. Neste sentido, as oportunidades serão mais promissoras para as empresas que conseguirem expressar cinco qualidades. A primeira é propósito e autenticidade: Os clientes querem fazer negócios com empresas que tenham propósito e a autenticidade, que são hoje faces da mesma moeda de gestão, que deve estar mais centrada em garantir a longevidade da empresa, sabendo gerenciar o momento. Propósito pode ser definido como um modo único e autêntico por meio do qual sua marca fará a diferença no mundo. Autenticidade surgiu com a mudança para a economia de experiência onde cada vez mais consumidores estão interessados em experienciar algo que apele aos seus sentidos de uma forma pessoal do que apenas comprar produtos.

A segunda é a ética: Com o crescimento do mundo digital todos estamos cada dia mais expostos a todos os níveis. Essa exposição tem aumentado a exigência por práticas cada vez mais éticas por parte das empresas, as quais estão diretamente ligadas com a relevância da empresa no mercado e a forma como ela concretiza as suas promessas e ofertas. Ética é referente à conduta ética das empresas, ou seja, à forma moralmente correta com que as empresas interagem com o seu meio envolvente e com os agentes de negócio.

A terceira é o design WoW: A evolução do design caminhou para uma simbiose entre forma e funcionalidade, associando-se a valores presentes na sociedade como a sustentabilidade, a personalização, a tecnologia, a automatização, e até mesmo a inclusão. A sociedade quer objetos cada vez mais simples e funcionais, bem como duráveis (consciência de que os recursos são finitos). Além disso, é necessário existir um ambiente de maior simplicidade. No design, a tecnologia é usada de forma permanente para uma maior personalização e interatividade e baseia-se na premissa de que o preço já não é mais aquilo que se paga por algo, mas sim o que se recebe por algo (caso contrário, torna-se apenas um custo). Desta forma, o design deve desempenhar um papel que encarne o processo conceptual, criativo, de fabrico e de comercialização com forte inspiração e orientação da experiência do usuário.

A quarta é o empreendedorismo: Os clientes querem se relacionar com empresas que dão espaço ao empreendedorismo em sua cadeia produtiva de valor. Resultado das crises recentes e da crescente insatisfação com empresas rígidas e engessadas, muitas pessoas têm abandonado carreiras executivas para se aventurarem na criação dos seus empreendimentos ou abrindo frentes de mudança da cultura das empresas onde atuam. Nunca como agora se criaram tantas empresas e tanta gente se mobilizou para mudar as bases nas quais o mundo assenta. Os clientes estão de olho nos empreendedores do futuro que são mais focados na resolução dos grandes problemas do mundo.

E a quinta é o protagonismo: O cliente quer fazer parte das soluções junto com as empresas com as quais se relaciona. Ser parte ativa de forma responsável ganhou o mundo. Temos uma missão e um desígnio ou chamado que deve ser atendido para fazer a diferença e no mundo e com isso assumir o protagonismo de nossas vidas, carreiras e resultados.


8 - Onde os empresários podem encontrar oportunidades de crescimento no setor gráfico e como identificá-las?

Transformação digital: Uma nova abordagem onde as TIC desempenham um papel chave na transformação da estratégia, estrutura, cultura e processos de uma empresa, utilizando o alcance e o poder da conectividade, da internet e da tecnologia. Por meio de novos investimentos em tecnologias e modelos de negócio, espera-se melhorar o envolvimento dos clientes em todos os pontos de contato no ciclo de vida de sua experiência.

Negócios data driven: Ter bases construídas em anos de resultados consistentes é ótimo, mas, hoje, é fundamental entender que a experiência anterior das empresas não garante sucesso no mercado digital. A hora é a de olhar para o futuro, e não há forma de fazer isso se a companhia não tiver informação qualificada. Falamos de dados e da habilidade de trabalhá-los. É necessário ter uma cultura guiada por dados, uma cultura data driven, na qual as informações certas são captadas constantemente, servindo como base para as tomadas de decisão.

Tecnologias exponenciais: A tecnologia é um meio a serviço da melhoria transversal das empresas, dos negócios, da sociedade e da vida, para que todos possam ganhar com isso. A evolução da tecnologia, cada vez mais acessível tem transformado mercados, empresas e pessoas. A velocidade de produção e difusão de informação tem impactado e continuará a impactar a forma como as empresas desenvolvem os seus negócios e se relacionam com os seus públicos. Neste sentido, existe a oportunidade de aplicar o conhecimento atualmente disponível para a criação, facilitação e implementação destas tecnologias, com conteúdo relevante para clientes e para a sociedade.

Trabalho híbrido: Um modelo de trabalho que vai cada vez mais possibilitar que a jornada seja cumprida na empresa, presencialmente e, também, à distância, em sua casa ou local que entender ser melhor para desempenhar suas funções dando resposta ao desejo de maior flexibilidade e liberdade de trabalho, em linha com a nova revolução industrial.

Negócios de plataforma e ecossistema: A tendência de dependência em plataformas e ecossistemas levará as empresas a adotarem uma abordagem mais colaborativa, onde a integração e conexão entre todos os participantes da cadeia de valor se tornará essencial. A construção de ecossistemas integrados, a adoção de sistemas adaptáveis aos clientes e a integração de funções resultarão em plataformas que incorporam pessoas e tecnologias, automatizando processos e promovendo uma abordagem de "nós" em vez de "eu".

Ambidestria corporativa: A evolução tecnológica, a mudança do comportamento do consumidor, a turbulência política e a incerteza econômica reafirmaram aos gestores a importância da adaptabilidade (a capacidade de se mover rapidamente em direção a novas oportunidades e se ajustar a mercados voláteis e evitar complacências), sem prejudicar o negócio atual. Para uma empresa ter sucesso a longo prazo, ela precisa dominar a adaptabilidade e o alinhamento – um atributo que às vezes é conhecido como ambidestria.

Cultura ágil e estratégia adaptável: A cultura ágil vem ajudando muitas equipes a encarar a imprevisibilidades através de entregas incrementais e ciclos iterativos, sendo uma alternativa aos métodos tradicionais. A capacidade de entender e manter uma análise permanente sobre o ecossistema e suas transformações e definir de forma proativa as melhores ações, que permitam construir uma diferenciação face aos outros players, que gere vantagem competitiva pelo maior período de tempo possível, reflete uma abordagem estratégica mais flexível que transformará o planejamento e a gestão tradicionais.

Educação híbrida e continuada: Com a velocidade a que o conhecimento humano dobra é fácil perceber o quanto nos desatualizamos em tão pouco tempo. A educação formal que antigamente se garantia com uma graduação e um mba já não é mais fator de diferenciação. Estar antenado e preparado para o futuro obrigada a uma educação continuada que consiga manter uma base permanente de conhecimento sobre o que está acontecendo no mundo, no mercado e na empresa.

Inovação impulsionada por tendências: Provado ano após ano que as iniciativas de sucesso são aquelas que olham para fora, identificam cenários e tendências e com esse conhecimento se viram para dentro para desenvolver iniciativas alinhadas com o que os mercados estão solicitando. Mais que uma metodologia é uma mentalidade: inovar suportado pela lente das tendências.

Centricidade nos clientes, poder das marcas e reputação: Conhecer o cliente, mapear sua jornada e entender suas necessidades é crucial para a gestão de portfólios e estratégias de comunicação. O branding, por meio de ações alinhadas ao propósito e valores da empresa, fortalece a relação e reputação com os clientes, e a capacidade de contar histórias verdadeiras e emocionalmente conectadas se torna essencial para a diferenciação das marcas.



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